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sexta-feira, 28 de maio de 2010

O petróleo, a gasolina e o jornalismo

Às vezes faz-me confusão o jornalismo. Sempre que o petróleo atinge máximos, vemos logo noticias a informar. Quando o petróleo desde, às vezes lá temos essa informação. O mesmo se passa com os preços praticados pela gasolineiras. Sempre que o petróleo sobe, é certo que o preço sobe, se o petróleo desce, às vezes lá temos uma descida. Justificações, não sei. Pelo que dizem, quando sobe, têm que actualizar o valor, quando desce ainda tinha reservas e só mais tarde é que o valor é actualizado. Isto faz-me pensar que em Portugal, o responsável das compras da GALP não é muito inteligente, ou então é daqueles que só compra caro porque deve pensar que é melhor. Outra justificação que encontro, é que estão a ir-nos ao bolso, e mais uma vez, nós resmungamos e não fazemos nada. Onde está a tão polémica lei "Robin dos Bosques"? Tanta coisa, que os valores praticados não podiam continuar, que iam aplicar a lei às petrolíferas, mas afinal, nada. Na altura elas desceram os preços, depois, devagarinho, voltaram a aumentar, e já pagamos mais que na altura da eventual lei. O valor do petróleo, esse, está muito abaixo. Não sei, mas porra, façamos alguma coisa. Ideias, alguém, ou será que as boas ideias que temos são só em portugueses emigrados?

Nós e os nossos tribunais

Por cá é mesmo tudo lento, ou pelo menos tudo o que seja direitos do cidadão. Juntamente com outros colegas de trabalho temos um processo em tribunal de trabalho por "alegados" falsos recibos verdes. Digo alegados, pois só em tribunal é que podemos reclamar nossos direitos. Mas voltando ao inicial, é lento porque a nossa audiência anulada, que tinha sido marcada para dia 13 de Maio de 2010, e que com a vinda do Papa, foi dada tolerância de ponto aos funcionários públicos, já foi marcada. O dia... 19 de Outubro de 2010, 5 meses e 6 dias depois. Se a isto juntar-mos que a audiência anterior tinha sido a 21 de Setembro de 2009, passará mais de 1 ano para que os nossos direitos possam ser conseguidos (isso se o tribunal nos der razão que em coisas de tribunal nunca se sabe). Mas mesmo assim, chegando a Outubro, ainda não temos a certeza que fique decidido, ainda pode ser adiado de novo. E vamos indo, de audiência em audiência, de +/- 6 em 6 meses. Isto justifica-se? Será que só quando for velhinho é que vejo isto resolvido? Começo a achar que é mais fácil processar logo o estado português, que, como quase de certeza perdemos nos tribunais nacionais e rápido (para estes casos), podemos ir para tribunal europeu, que aí ainda podemos ganhar mais. Como é que podemos dar um abanão a este estado e a estes serviços públicos para que se mexam e que realmente sirvam o cidadão que necessita deles? Aceito sugestões.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

As nossas contas e as contas do parlamento

Li a seguinte noticia: "Parlamento com quase 200 milhões para gastar este ano" (in Correio da Manhã). Vamos ser justos, é um valor baixo. dá perto de 870 mil euros para cada deputado, um valor insignificante para o meio milhão de portugueses que vivem com o salário mínimo. Isto dá 72500 euros por mês para gastos de cada deputado.  "Só em transportes, os deputados vão gastar este ano mais de 780 mil euros do que em 2009, o que representa um aumento de 25%" (in Correio da Manhã) o que significa 3400 euros por cada deputado e 283 euros por mês. O que dá aproximadamente 185 litros de gasolina por mês. Hum, não sei o que vocês pensam, mas a mim causa-me azia, mas pode ser problema de estômago. É que o meu estômago tem andado mal com tantas contas a terem que ser feitas até ao final do mês. Se souberem de um bom medicamento para o estômago, avisem.

As portagens e as SCUTS

É interessante o que se lê sobre a introdução de portagens nas SCUTS do norte. Gosto de ler quando argumentam que se "lá em baixo" pagam, "aqui em cima" também têm que pagar. Argumentos há muitos, pontos de vista também. Mas questiono, onde estão as estradas nacionais? Ah, foram "tomadas" pelas SCUTS. E onde está a IC24, pago pelos contribuintes da Maia? Hum, parece que também foi "tomada" pela SCUT. Mas há uma coisa que não entendo, são colocadas directivas para a colocação de portagens nas SCUTS e depois não são cumpridas essas directivas pelos mesmo que as colocaram. É que se não é para cumprir alguma coisa, então não se cumpre tudo, e eu deixo de pagar impostos. Este é mesmo um país mesmo muito complicado. Se me souberem explicar, agradecia.

O Papa e a tolerância de ponto

Estamos mal, a economia está mal, as contas públicas estão mal, mas o Papa veio cá e isso é mais importante, porque quem sabe, com o Papa cá, milagres aconteçam, não nos queixemos muito do aumento da carga fiscal e tudo continue como um mar de rosas dissimulado. E para ajudar mais, damos tolerância de ponto. E todos nós que não somos funcionários públicos ou cristãos? Uns podem ficar em casa e não lhes é descontado o salário, outros, de segunda, ou têm que ir trabalhar ou têm que colocar um dia de férias caso queiram efectivamente ver o Papa. Agora pergunto, isto é justo? No meu ver não, mas como portugueses que somos, resmungamos e não agimos. 
Mas pronto, foi dada a tolerância de ponto aos funcionários públicos. Agora questiono, e os processos em tribunais com audiências marcadas para esses dias? Sei por experiência própria que foram desmarcadas, mas até hoje, passado 14 dias, ainda nem nova audiência foi marcada. Os tribunais já de si são lentos, as audiências marcadas quase de 6 em 6 meses, quem assume a responsabilidade de mais um adiamento? Sabem de soluções? Sabem o que podemos fazer para "reclamar" e obter-mos serviços que realmente nos sirvam? Aceito sugestões, são sempre bem vindas.

O PEC, a crise, e o aumento da carga fiscal.

Ao contrário do que se pensa PEC não significa Plano de Estabilidade e Crescimento, mas Portugueses Estão de Cuecas. Não sou muito entendido de contas públicas ou de economia, mas a estabilidade e crescimento não deveria começar pela redução das contas públicas e não pelo aumento de receitas através da "ida ao bolso dos contribuintes"? A redução do rendimento e o aumento de impostos não vai implicar a diminuição do PIB a curto/médio prazo devido à redução do poder de compra? E esta redução do poder de compra não vai implicar um agravar da dita crises? Se estou errado, corrijam-me, quero sempre aprender.